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A cultura real da UWL é marcada por uma forte presença dos estilos Acolhimento e Ordem, criando um ambiente altamente colaborativo, estruturado e relacional.
No Acolhimento, destaca-se a ênfase em relações humanas positivas, escuta ativa, segurança emocional e suporte mútuo. Os colaboradores sentem que pertencem, confiam nos seus pares e reconhecem um ambiente saudável para trabalhar.
Já o estilo de Ordem se evidencia por processos bem definidos, previsibilidade nas decisões e estabilidade nas rotinas, o que garante segurança e coerência nas operações do dia a dia.
Essas duas forças combinadas constroem uma base sólida, um lugar onde as pessoas se sentem cuidadas, sabem o que fazer e como fazer.
Luzes dos estilos atuais:
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Apesar da solidez da base atual, há um gap claro entre a cultura real (Acolhimento-Ordem) e a cultura desejada, que inclui traços fortes do estilo Resultado: foco em performance, metas claras, meritocracia e tomada de decisão mais ágil e objetiva.
A UWL precisa desenvolver energia de Resultado, sem destruir os alicerces de acolhimento e estabilidade já existentes. Isso exige movimentos cirúrgicos de transformação, principalmente na liderança de times, para conduzir a organização de forma coerente para esse novo lugar.
“O desafio não é criar acolhimento, isso já existe. É injetar energia de Resultado sem destruir o que funciona.”
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Os estilos predominantes, embora positivos, também estão gerando riscos silenciosos:
“A inovação pode morrer porque ninguém quer quebrar a harmonia.”
Esse conforto excessivo se traduz em baixa ambição, pouca disposição ao risco e falta de protagonismo. Muitos colaboradores preferem estabilidade emocional e ambiente agradável a desafios que exigem mais esforço ou visão de longo prazo.
Mas cuidado. Mesmo ao buscar uma cultura mais orientada a Resultados, esse movimento exige atenção especial. As pessoas que já ocupam esse quadrante apresentam os piores índices de segurança psicológica.
A média geral é de 6,5. Mas, no quadrante de Resultado e Autoridade, essa nota cai para apenas 4,1.
É um sinal importante de alerta, já que a segurança psicológica mede a abertura a ideias, o senso de liberdade, justiça, transparência e confiança nas lideranças e na empresa.
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Foco: Resolver o gap de expectativas que gera neutralidade e desalinhamento.
Três entregas urgentes:
Foco: Capacitar líderes de equipe para sustentar a transição cultural.
Eles já são o elo de confiança entre diretoria e times. Precisam de:
Ação imediata: Aplicar ferramenta de fit cultural com lideranças para mapear perfis e identificar quem pode ser ponte na evolução.
Decisão que a liderança precisa tomar: Cultura de Resultado com traços de Acolhimento ou Acolhimento com traços de Resultado?
Essa escolha define tom, rituais, métricas de sucesso e perfil de contratação. Sem essa definição, a empresa continuará prometendo alta performance e entregando conforto, gerando frustração nos dois lados.
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A jornada de transformação exige decisões estratégicas e acompanhamento próximo. A Qore pode apoiar nos seguintes movimentos:
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A UWL não precisa criar cultura, ela já tem uma, forte e percebida. O trabalho agora é direcionar: transformar o conforto em plataforma de crescimento, não em destino final. A ponte existe. Falta decidir para onde ela leva.
O Q-Score é o índice geral que mostra a saúde da cultura, unificando a sintropia, aderência, coesão, fricção e desvio e, claro, os indicadores explícitos que medem Atmosfera, Confiança, Inovação, Segurança Psicológica, Orgulho, Retenção, Sentimento.
A Sintropia mostra a aderência e coesão, ou seja, o percentual de respostas que orbitam o horizonte de eventos dos PGs. Quanto menor o índice de Sintropia, maior a dispersão da cultura e a flutuação e fragmentação dos outliers, indicando uma percepção mais difusa e instável.
A Força G mostra a força de atração dos pontos gravitacionais. Quanto maior a densidade de respondentes orbitando o núcleo, maior a influência dos seus valores, crenças e comportamentos no coletivo.
A Média de Desvio mostra a distância média entre os PGs e o núcleo do cluster da declaração/aspiração, apontando o nível de fricção entre dois ou mais pontos.
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Base sólida, mas ainda frágil em coesão ou clima emocional. Potencial em construção.
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Detratores (até 6) – 10 respondentes (9 liderados e 1 líder).
Neutros (7 e 8) – 26 respondentes (21 liderados e 5 líderes).
Promotores (9 e 10) – 49 respondentes (38 liderados e 11 líderes).
Detratores:
Neutros:
Promotores:
Detratores (até 6) – 9 respondentes (7 liderados e 2 líderes).
Neutros (7 e 8) – 23 respondentes (20 liderados e 3 líderes).
Promotores (9 e 10) – 53 respondentes (41 liderados e 12 líderes).
Detratores:
Neutros:
Promotores:
Período: Coleta de dados de 8 a 12/12/2026.
Nº de Respondentes: 85 UWLers (94,4% de adesão).
Função: 17 líderes (20%); 68 liderados (80%).
Localidade: Itajaí – 79 respondentes (92,9%); 100% remoto – 6 respondentes (7,1%).
Atividade: OX – (51,7%); PX (16,4%); NVO Brasil (11,7%); Finance (10,5%); e Outros – HR, MKT, IT (9,4%).
Tempo de Empresa: até 1 ano (27%); + de 1 a 3 anos (42,3%); + de 3a 5 anos (22,3%); + de 5 anos (8,3%).
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A matriz apresenta a cultura percebida pelos colaboradores (cultura real), revelando um padrão de distribuição bastante claro com concentração predominante no lado direito (Interdependente) e uma dispersão vertical entre os quadrantes superior e inferior.
O ponto gravitacional (centro do cluster mais denso) está posicionado na região entre Acolhimento e Ordem, com leve inclinação para o quadrante superior direito. Isso indica uma cultura real que:
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Estar entre Acolhimento e Ordem é habitar uma cultura onde o cuidado humano convive com a estrutura. As pessoas se apoiam, mas dentro de regras e processos respeitados. A decisão é colaborativa, todos são ouvidos, e isso gera pertencimento e segurança emocional.
O risco é o conforto dos processos e do acolhimento virar estagnação: um ambiente tão agradável e previsível que ninguém quer balançar o barco, propor o novo ou correr riscos. A inovação pode morrer não por autoritarismo, mas porque ninguém quer quebrar a harmonia. O resultado é uma empresa onde as pessoas ficam porque se sentem bem, não porque estão crescendo.
"A empresa valoriza o bem-estar porém nota-se que existem muitas pessoas com perfil de comodismo, não buscam crescer, não buscam entregar mais que o necessário, e preferem se manter com um salário menor acreditando que o conforto psicológico, emocional e o ambiente compensam."
Liderado, Finance, neutro na intenção de indicar e querer ficar na empresa. Enxerga a cultura da UWL como Segurança.
Mas cuidado. Mesmo ao buscar uma cultura mais orientada a Resultados, esse movimento exige atenção especial. As pessoas que já ocupam esse quadrante apresentam os piores índices de segurança psicológica.
A média geral é de 6,5. Mas, no quadrante de Resultado e Autoridade, essa nota cai para apenas 4,1.
É um sinal importante de alerta, já que a segurança psicológica mede a abertura a ideias, o senso de liberdade, justiça, transparência e confiança nas lideranças e na empresa.
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1. Cultura fortemente Interdependente
A quase totalidade dos pontos está no lado direito da matriz. Isso significa que os colaboradores percebem uma cultura onde:
2. Acolhimento como estilo dominante
O cluster mais denso confirma que os colaboradores sentem o ambiente acolhedor – especialmente nos times, como evidenciado nos depoimentos sobre líderes diretos "compreensivos e acolhedores".
3. Ordem como segundo estilo
A presença significativa de Ordem indica que os colaboradores também percebem:
4. Resultado está praticamente ausente
Este é o achado mais relevante: apesar do discurso declarado de "Ser ganhadores!", "BE UNSTOPPABLE", "cultura de alto desempenho", os colaboradores não percebem uma cultura orientada a resultado. Os pouquíssimos pontos no quadrante inferior esquerdo (Resultado/Autoridade) confirmam isso.
5. Aprendizado e Prazer são marginais
Apesar da cultura declarada mencionar "EVOLUA CONSTANTEMENTE" e benefícios como #PETDay e horário flexível, esses estilos aparecem como outliers, não fazem parte da percepção coletiva dominante.
Isso explica os depoimentos coletados:
6. Tomada de Decisão
Em situações de imprevisto, 81,25% dos respondentes escolheriam "reunir todos os envolvidos para colaborar com a decisão", evidenciando a forte orientação colaborativa. Quanto ao risco, 76,25% preferem "baixo risco, menor impacto" com cautela e prevenção de imprevistos.
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Alinhado (54 respostas – 40 liderados e 14 líderes)
Análise: uma parte do que já gera alinhamento é o que também pode ser melhorado (cultura, comunicação, valorização e liderança). É importante revisitar a estratégia e os desafios de negócios para verificar o que deve ser fortalecido e/ou deixado ainda mais evidente como cultura da empresa.
"Retorno as atividades home office para conforto dos colaboradores, e maior incentivo as vendas para um melhor fluxo de processos."
UWLer com até 1 ano de casa; NVO Brasil; satisfeito, promotor – percebe a empresa como Ordem.
Neutralidade (12 respostas – 11 liderados e 1 líder)
Análise: a neutralidade passa muito por comunicação. Funcionário pode não concordar com a “regra", mas quando ela é clara, enxerga que existe um racional. Ponto de atenção com a contratação dos novos para buscar um alinhamento.
"Acho que o ponto principal que mantém a minha neutralidade é a falta de informações claras no que precisamos "cuidar" para que possamos crescer na função (desde um estagiário até um analista ou então a evolução entre junior, pleno e senior)"
UWLer entre +3 a 5anos; OX; esperança – percebe a empresa como Acolhimento.
Desalinhado (19 respostas – 17 liderados e 2 líderes)
Análise: é preciso ser assertivo (claro) para alinhar expectativas. Por vezes essa é uma das sombras do estilo de cultura do Acolhimento “evitar conversas difíceis para não desagradar”.
"Há dois anos a liderança elogia meu trabalho mas nunca me deu um aumento de salário/promoção ou até mesmo perspectivas de plano de carreira como prometido na minha admissão."
UWLer entre +1 a 3anos; OX; triste e detrator – percebe a empresa como Acolhimento.
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Esperança – 29 respostas (34,11%)
Satisfeito – 16 respostas (18,8%)
Cansado – 14 respostas (16,5%)
Feliz – 10 respostas (11,7%)
Confiança – 7 respostas (8,2 %)
Medo – 4 respostas (4,7%)
Triste – 4 respostas (4,7%)
Neutro – 1 resposta (não existia essa alternativa, marcou esperança e justificou). Líder em NVO Brasil.
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NOS LÍDERES
NA COMUNICAÇÃO:
Baixa Confiança (notas de 0 a 4) – 15 respostas (13 liderados e 2 líderes)
Neutralidade (nota 5) – 16 respostas (14 liderados e 2 líderes)
Média Confiança (notas 6 a 8) – 33 respostas (25 liderados e 8 líderes)
Alta Confiança (notas 9 e 10) – 21 respostas (16 liderados e 5 líderes)
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Baixo Orgulho (notas de 0 a 4 ) – 5 respostas (5,9%)
Neutralidade (nota 5) – 10 respostas (11,7%)
Médio Orgulho (notas 6 a 8) – 35 respostas (41,2%)
Alto Orgulho (notas 9 e 10) – 35 respostas (41,2%)
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Análise Geral Comentários Líderes
A liderança da UWL tem uma visão ambivalente da empresa: reconhece uma base interna robusta, impulsionada por valores sólidos, um ambiente positivo e líderes dedicados que entregam serviços de alta qualidade. Há um forte potencial de crescimento, evidenciado pelo background logístico e pela qualidade da equipe.
Contudo, a empresa enfrenta desafios cruciais em duas frentes: externamente, precisa melhorar seu posicionamento e visibilidade no mercado para que sua excelência seja reconhecida. Internamente, a retenção de talentos é prejudicada pela competitividade salarial e pela comunicação inadequada sobre o desenvolver das lideranças que, por vezes, é rotulada como pouco experiente. Essa forma acaba por descredibilizar a própria liderança e comprometer a coesão cultural, especialmente após um período de mudanças intensas.
Análise Geral Comentários Liderados
Os colaboradores da UWL valorizam o ambiente de trabalho agradável e leve, a harmonia entre colegas e a qualidade excepcional de seus líderes diretos, que são vistos como essenciais para o bem-estar e o bom desempenho. A flexibilidade e o cuidado com a vida pessoal também são pontos positivos frequentemente destacados, criando um senso geral de que a UWL é um bom lugar para se estar no dia a dia.
Entretanto, as principais dores residem na falta de oportunidades de crescimento e reconhecimento, com salários considerados incompatíveis com o mercado, o que leva à perda de talentos valiosos. Há uma clara insatisfação com a comunicação da diretoria (percebida como distante e pouco engajada) e com a rigidez que limita a inovação e a proatividade, além da perda de pequenos benefícios que antes contribuíam significativamente para a motivação e o sentimento de pertencimento.
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A cultura declarada da UWL está posicionada sobretudo no quadrante superior direito da matriz Qore, combinando flexibilidade (abertura a mudanças, inovação) com interdependência (colaboração, consenso). O ponto gravitacional em Acolhimento com forte puxada lateral para Resultado.
Acolhimento × Resultado
A cultura declarada/promessa da UWL apresenta uma tensão estrutural entre dois estilos opostos na matriz que exigem energia organizacional significativa para coexistirem de forma saudável. De um lado, o discurso de cuidado ("We Move the World with People Who Care", "relacionamentos fortes e duradouros", "cuidando bem dos nossos colaboradores") cria a expectativa de um ambiente acolhedor, onde o erro é tolerado, o tempo de construção de consenso é respeitado e o bem-estar prevalece. De outro, a linguagem de alta performance ("Seja obcecado", "Ser ganhador!", "BE UNSTOPPABLE", "melhores profissionais da indústria") estabelece uma expectativa de entrega constante, competitividade e superação de metas.
O risco dessa combinação é a percepção de incoerência: colaboradores podem sentir que o cuidado é apenas discurso quando a pressão por resultados se intensifica, ou líderes podem hesitar em cobrar entregas temendo ferir a cultura relacional. Para equilibrar essa tensão, a empresa precisa construir pontes culturais claras: líderes que saibam cobrar com empatia, rituais de reconhecimento que celebrem tanto o resultado quanto o esforço colaborativo, e uma comunicação transparente que normalize a coexistência dessas duas expectativas, deixando explícito que cuidar de pessoas e buscar excelência não são opostos, mas complementares, desde que o "como" seja tão valorizado quanto o "quanto".
Sem essa intencionalidade, a tendência natural é que, em momentos de pressão, o Resultado engula o Acolhimento, corroendo a confiança e o senso de pertencimento que a própria empresa declara como diferencial.
"A empresa permanece muito focada em atingir resultados e melhorar ano após ano (...) o que fica claro é a inabilidade de manter funcionários bons e dedicados, seja por falta de atenção e reconhecimento dos mesmos ou incapacidade de manter salários compatíveis com o mercado."
Pessoa E - frase liderado OX.
Tensão: O foco em resultado ("melhorar ano após ano") corroe o acolhimento prometido ("falta de atenção e reconhecimento"), gerando perda de talentos.
"A forma de liderança da UWL do Brasil é ruim, a diretoria é pouco próxima das pessoas de forma real, falta engajamento e amor pelas equipes (...) Os líderes das equipes podem ser muito compreensivos e acolhedores e é isso que faz a diferença nas equipes.
Pessoa F - frase liderado OX
Tensão: O acolhimento está "terceirizado" para os líderes de equipe, enquanto a alta liderança está desconectada do cuidado humano.
"O excesso de controle impede que o trabalho flua, a rigidez nos procedimentos limita a criatividade, e a quase inexistente interação entre os departamentos dificulta colaboração e aprendizado. Além disso, não há perspectiva real de aumento salarial, bônus ou reconhecimento, o que torna o ambiente desmotivador."
Pessoa G - frase liderado NVO Brasil
Tensão: A busca por segurança e controle (derivada da pressão por resultado) está matando exatamente o que a cultura declarada promete: colaboração, aprendizado e reconhecimento.
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