A Wanda opera hoje em uma cultura predominantemente de Acolhimento, com Ordem como força complementar.
Isso se traduz em um ambiente:
Essa combinação cria um contexto positivo de confiança e organização, mas também aumenta:
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A empresa busca evoluir para um modelo com:
Hoje existe uma tensão clara nos desejos da CEO. Analisando os discursos na conversa realizada:
Além disso, Autoridade (51%) surge como elemento-chave de transição:
Não é incoerência. É uma transição consciente de maturidade cultural.
O principal desafio:
- Sustentar autonomia com responsabilidade, evitando o “efeito elástico” (voltar ao modelo antigo diante de erros ou pressão).
A principal provocação:
- Senso de dono só existe em quem tem motivos para se sentir dono. Por que não ofertar participação sobre clientes que cada um trouxer?
A principal reflexão:
- A parte mais importante hoje para Wanda é o relacionamento, porque sempre foi o diferencial. Tecnologia é suporte (não são a Contabilizei), pode acelerar e ajudar, mas não é modelo de negócio. Via de regra, é mais fácil desenvolver a parte técnica do que a comportamental.
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Dados que reforçam esse cenário:
- 92% priorizam tomada de decisão em grupo.
- 67% evitam risco e mudanças, embora a desejem.
- Lideranças incentivam colaboração e não autonomia (67%).
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1. Criação do Comitê de Transição
2. Programa de Atração de Clientes e Remuneração Variável
3. Definição do “Padrão de Excelência Wanda”
4. Revisão de Processos
5. Curva ABC de Clientes + Transição
6. Preparação da Sucessão (Daniele)
7. Evolução Cultural
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O maior legado da Wanda como CEO é acelerar, em 2026, a construção de maturidade do Escritório. As luzes da cultura real de Acolhimento devem ser mantidas em um novo patamar, minimizando as sombras para que não ofusquem o principal diferencial: o comprometimento e a dedicação humana.
Mas isso passa pela profissionalização das áreas, principalmente a de relacionamento, transferindo autoridade para pessoas-chave e construindo um padrão de excelência para o Escritório.
É assim que o jeito Wanda irá se perpetuar, independentemente de quem esteja à frente.
O Q-Score é o índice geral que mostra a saúde da cultura, unificando a sintropia, aderência, coesão, fricção e desvio e, claro, os indicadores explícitos que medem Atmosfera, Confiança, Inovação, Segurança Psicológica, Orgulho, Retenção, Sentimento.
A Sintropia mostra a aderência e coesão, ou seja, o percentual de respostas que orbitam o horizonte de eventos dos PGs. Quanto menor o índice de Sintropia, maior a dispersão da cultura e a flutuação e fragmentação dos outliers, indicando uma percepção mais difusa e instável.
A Força G mostra a força de atração dos pontos gravitacionais. Quanto maior a densidade de respondentes orbitando o núcleo, maior a influência dos seus valores, crenças e comportamentos no coletivo.
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Oscilações de sentimento e direção. Falta clareza ou consistência, mas tem abertura para reestruturação.
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Legenda:
Vermelho – notas de 0 a 4
Laranja – notas 5 e 6
Amarelo – notas 7 e 8
Verde – notas 9 e 10
A fórmula é promotor menos detrator. Notas de -100 a +100.
Detratores: de 0 a 6
Neutro: 7 e 8
Promotor: 9 e 10
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eNPS: +100
(Potencial de Indicação)
Detratores: 0 resposta (0%)
Neutros: 0 resposta (0%)
Promotores: 12 respostas (100%)
Entre os motivos citados, a empresa é vista como um bom lugar para trabalhar devido ao ambiente leve e colaborativo, oportunidades de aprendizado e desenvolvimento, reconhecimento profissional e até percepção de equilíbrio nas cobranças. Apesar de pontos de melhoria no convívio e integração, prevalece a percepção de um ambiente organizado, profissional e com apoio entre colegas.
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eRPS: +91,7
(Potencial de Retenção)
Detratores: 0 respostas (0%)
Neutros: 1 resposta (8,3%)
Promotores: 11 respostas (91,7%)
Entre os motivos citados estão a permanência está ligada ao vínculo com a empresa, satisfação com o ambiente e equipe, sentimento devalorização e estabilidade na rotina. Além disso, fatores como confiança, acolhimento e ausência de ganho financeiro adicional relevante reduzem o interesse em mudar. Quem foi neutro simplesmente disse que não tem pretensão em sair.
Período
- Coleta de dados questionário de 19 e 20/4/2026.
- Coleta conversa Wanda em 28/04/2026.
Nº de Respondentes
12 respondentes (100% da empresa).
Posição
- 3 gestores (25%).
- 9 liderados (75%).
Áreas
- Área Operacional: 7 respondentes – 58,3% (Fiscal; Contábil;Cadastro de Empresas).
- Área Suporte: 5 respondentes – 41,7% (RH/DP; Adm./Financeiro).
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A matriz apresenta acultura percebida pelos colaboradores (cultura real), revelando um padrão de distribuição bastante claro com concentração predominante no lado direito (Interdependente). Entendo que é uma escala que completa sempre 100%, vemos 83%da calibração das escolhas para o lado colaborativo (eixo horizontal). Também nota-se uma dispersão vertical entre os quadrantes superior e inferior, com leve presença na parte superior: 55% de flexibilidade e 45% de estabilidade.
Temos dois pontos gravitacionais (pGs) identificados (o pG e o pG2). Ou seja, por onde orbitaram a maioria das percepções sobre a cultura real vigente na empresa. Eles estão posicionados em Acolhimento e Ordem.
Isso indica uma cultura que:
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Uma cultura que cuida e que organiza. O acolhimento oferece calor humano; a ordem oferece estrutura. Juntos, produzem ambientes mais seguros e previsíveis, onde as pessoas sabem oque esperar do ambiente e dos colegas.
A tensão geralmente está na mudança: tanto o peso relacional quanto o peso processual dificultam adaptações rápidas. Ou seja, reorganizações são vividas como perdas, tanto de relações e de referências.
Sombras dos Estilos:
"O resultado pode ser uma empresa onde as pessoas ficam porque se sentem bem, mas não necessariamente estão crescendo ou realmente somando para que a empresa cresça e a leve junto."
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"O escritório precisa andar sem a presença da CEO e no momento não vejo isso acontecendo. Inclusive na minha área. "
Liderado, área Suporte.
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1. Gap entre percepções de Gestores e Liderados
Liderados percebem centralização e hierarquia que gestores não reconhecem.
Gestores:
Liderados:
2. Desafios para Inovar
Percepção de que Gestores Incentivam:
Percepção de que Gestores Rejeitam:
3. Tomada de Decisão vs Desejo
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Desalinhados – 8,3% (1 resposta de gestor)
"Menos resistência a mudança, a tentar algo novo, a buscar conhecimento e entender do sistema/serviço executado."
Gestor – apesar de promotor nota baixa em como foi acolhido. Enxerga a empresa como Ordem.
Neutros – 16,7% (2 respostas de liderados Operacionais)
"Delegar mais responsabilidade e inovar."
Liderado Operacional – porém é promotor tanto em indicar a empresa como querer ficar.
Alinhados – 75% (9 respostas)
"Os funcionários costumam se ajudar e colaborar para a resolução de problemas. Pra mim o que poderia melhorar vem mais de fatores externos a empresa, como redução de burocracias obrigatórias por lei ou mais colaboração dos clientes em fornecer documentos necessários."
Liderado Operacional – porém é promotor tanto em indicar a empresa como querer ficar.
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Satisfeito – 50% (6 respostas).
Confiança – 25% (3 respostas).
Esperança – 16,7% (2 respostas).
Medo – 8,3% (1 resposta).
“Preocupação com o futuro, diante de muitas mudanças."
Liderado, enxerga a empresa como Acolhimento e notas altas em indicar e querer ficar.
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Confiança nos Gestores
Clima
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Operacional (Fiscal,Contábil, Cadastro).
Suporte (RH/DP, Adm/Financeiro).
Análise Geral:
O clima organizacional é percebido como acolhedor e colaborativo, com um forte senso de união entre as equipes. Os colaboradores valorizam as ferramentas de desenvolvimento (cursos) e a estabilidade do ambiente. No entanto, existe uma tensão latente em relação à centralização na figura da CEO e à necessidade de profissionalização dos processos, indicando que a empresa ainda opera sob um modelo muito dependente de figuras centrais e menos orientado a sistemas autônomos.
Pontos Alto nas Diferenças:
Resumo das Diferenças:
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Resultado - 72%
Autoridade - 51%
Acolhimento - 49%
Ordem - 34%
Aprendizado - 32%
A Wanda Assessoria Contábil aspira a uma cultura com núcleo duplo em tensão: Resultado (72%) e Acolhimento (49%) são os dois estilos mais evidentes – e estão posicionados em quadrantes opostos na Matriz Qore. Resultado habita o quadrante Estável/Independente (canto inferior esquerdo); Acolhimento está no quadrante Flexível/Interdependente (canto superior direito). Essa distância exige energia organizacional contínua para sustentar os dois ao mesmo tempo.
O que a entrevista revela com precisão é que Wanda já percebe essa tensão em si mesma: ela quer ser calorosa, pessoal e humanizada no atendimento – e simultaneamente quer ser firme, cobrar, orientada a metas e capaz de demitir um cliente de 40 anos. Não é incoerência: é o retrato de uma líder que está consciente do custo do excesso de Acolhimento e construindo ativamente a capacidade de Resultado e Autoridade sem abandonar o que a diferencia.
Autoridade (51%) aparece como estilo de transição e expectativa – ela quer que uma liderança "possa assumir", quer ser "mais dura como empresa", quer que os departamentos funcionem com autonomia real. Isso é demanda por uma estrutura de Autoridade que ainda não está plenamente instalada.
Resultado
"Quero um funcionário que se comprometa.", "Metas de clientes e você vai trabalhar em metas.", "Tem uma capacidade técnica muito grande, mas em matéria de vestir a camisa, de estar muito junto, eu sinto falta." e "Sem preguiça de trabalhar."
Acolhimento
"Onde eu vou? Eu vou no escritório da Wanda.", "Atendimento direto e humano.", "Ela queria com 3 meses voltar... você vai trabalhar em casa." e "Respeito pelo Cliente. Alegria de trabalhar. Esse quentinho no peito."
Autoridade
"A partir de 1º de janeiro de 2027, a minha posição é de último recurso.", "Eu sou a pessoa que agendo e atendo os clientes, mas já estou começando a passar para alguém.", "Sinto falta de uma liderança que possa assumir o escritório." e "Preciso ser mais dura. Preciso começar a agir mais como empresa."
Ordem
"Colocamos um software que nos ajuda.""Fazer a coisa certa, da forma mais honesta possível." e "Responsabilidade e dignidade."
Aprendizado
"Eu estou buscando esse caminho, de modernizar tudo o que posso." e "Essa modernidade que temos que encarar."
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Estilos Scores: Acolhimento 85%; Resultado 60%; Aprendizado 55%; Autoridade 50%; Propósito 40%; Ordem 20%; Segurança 15%; Prazer 10%.
Leitura: O trecho mais denso da entrevista em termos culturais. A insistência no "escritório da Wanda" como marca pessoal intransferível revela um vínculo identitário profundo com pertencimento e lealdade — núcleo do Acolhimento. A decisão de enviar a funcionária para trabalho remoto por bem-estar, sem negociação, demonstra cuidado relacional genuíno. Ao mesmo tempo, a fala sobre metas, autonomia dos departamentos e delegação estruturada sinaliza orientação a Resultado. A modernização ("busco modernizar tudo o que posso") aponta Aprendizado como traço aspiracional relevante.
Estilos Scores: Resultado 90%; Autoridade 65%; Segurança 50%; Aprendizado 30%; Acolhimento 25%; Ordem 20%; Propósito 10%; Prazer 5%.
Leitura: O trecho mais concentrado em Resultado. "Vestir a camisa", "comprometimento", "capacidade técnica mas sem entrega total" — todas são expressões clássicas de uma liderança que avalia pessoas pelo desempenho e pela dedicação à causa. A ausência de uma liderança sucessora que "possa assumir" aponta para Autoridade como expectativa de estrutura. O planejamento datado para 2027 ("a partir de 1º de janeiro de 2027, minha posição é de último recurso") é evidência direta de Segurança como estilo de gestão do risco e da continuidade.
Estilos Scores: Resultado 80%; Autoridade 70%; Ordem 45%; Acolhimento 35%; Aprendizado 25%; Segurança 20%; Propósito 10%; Prazer 5%.
Leitura: A passagem mais reveladora sobre tensão cultural interna. Wanda descreve com precisão a sombra do Acolhimento: o excesso de relações pessoais que bloqueia decisões empresariais – cobrar inadimplentes, demitir cliente de 40 anos, reduzir a dependência de "tudo querem falar com a Wanda". Ela aspira a agir "mais como empresa" – o que é uma migração declarada em direção a Resultado e Autoridade. A menção ao software de cobrança aponta para Ordem (processos e formalização) como suporte desejado.
Estilos Scores: Acolhimento 75%; Ordem 70%; Resultado 60%; Prazer 50%; Propósito 30%; Segurança 20%; Autoridade 15%; Aprendizado 10%.
Leitura: A resposta mais rica em termos de cultura declarada e aspiracional. "Respeito, dignidade, responsabilidade" convergem para Acolhimento e Ordem simultaneamente — o cuidado relacional aliado à ética e ao fazer correto. "Alegria de trabalhar", "quentinho no peito" e "vontade de fazer" introduzem Prazer como valor genuíno, raro nas respostas anteriores. "Sem preguiça de trabalhar" e "fazer as coisas bem feitas" retomam Resultado como exigência de excelência.
Estilos Scores: Resultado 70%; Propósito 65%; Autoridade 55%; Aprendizado 40%; Acolhimento 25%; Ordem 15%; Segurança 10%; Prazer 5%.
Leitura: "Na vida é preciso sonhar, mas também agir." É uma síntese de tensão intencional entre Propósito (sonhar, idealismo, visão de longo prazo) e Resultado/Autoridade (agir, executar, decidir). A frase revela consciência de que a empresa não pode existir só na dimensão relacional e de valores – precisa de tração e execução. É a liderança dizendo: "não basta se importar, é preciso entregar."
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