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O diagnóstico revela uma organização com forte orgulho institucional, propósito reconhecido e vínculos relevantes de pertencimento. A FIERGS é percebida como uma instituição importante, estável e socialmente significativa. O problema central não está na força da marca ou na relevância do propósito, mas na forma como essa promessa é vivida internamente.
A cultura real aparece concentrada em Ordem, Segurança e Acolhimento. Isso indica uma organização estável, interdependente, cuidadosa e orientada por processos. Essa base gera previsibilidade e confiança, mas também produz burocracia, lentidão, rigidez e dificuldade de adaptação.
O Word Café aprofunda essa leitura. Quando os colaboradores descrevem a cultura atual, surgem palavras como burocracia, centralização, engessamento, fragmentação, medo e política. Ou seja, não se trata apenas de uma cultura de processos. Trata-se de uma cultura em que regras, hierarquia e poder moldam a experiência cotidiana.
Quando a pergunta muda de cultura para comportamento, a tensão fica ainda mais clara. O comportamento percebido é marcado por individualismo, incoerência, hierarquia e sobrecarga. A organização se descreve como coletiva, mas opera muitas vezes por territórios, silos e disputas. Essa é a principal incoerência do diagnóstico: o discurso institucional aponta para integração, mas a prática cotidiana ainda revela fragmentação.
A cultura aspiracional aponta para outro lugar. Os colaboradores desejam uma organização mais baseada em Acolhimento, Propósito e Ordem saudável, com mais valorização, transparência, reconhecimento, integração, ética, respeito, colaboração e empatia.
A distância entre a cultura atual e a desejada é grande. A organização precisa sair de um modelo percebido como burocrático, hierárquico e defensivo para uma cultura mais integrada, humana, clara e coerente. Não é um ajuste fino. É uma travessia cultural intencional.
Os principais pontos de atenção são:
Apesar das tensões, a FIERGS tem ativos importantes para transformação: orgulho, comprometimento, propósito, relações de confiança e reconhecimento da marca. Esses elementos não precisam ser criados do zero. Precisam ser protegidos, ativados e traduzidos em práticas internas mais coerentes.
A síntese do diagnóstico é clara:
A FIERGS é forte por fora e respeitada por dentro, mas precisa reduzir a distância entre o que representa institucionalmente e o que entrega na experiência diária dos colaboradores.
O desafio estratégico não é mudar a essência da organização. É destravar a cultura para que propósito, pertencimento e impacto deixem de ser apenas símbolos fortes e passem a ser percebidos também em carreira, liderança, reconhecimento, processos, comunicação e bem-estar.
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A cultura aspirada aponta para uma FIERGS mais humana, integrada e coerente, com predominância de Acolhimento, Propósito e Ordem saudável. Os colaboradores desejam mais valorização, reconhecimento, transparência, ética, respeito, colaboração e empatia.
Quando cruzamos esse desejo com o diagnóstico, aparece a principal tensão: a organização quer caminhar para uma cultura mais relacional e orientada por propósito, mas ainda opera com traços fortes de burocracia, centralização, hierarquia, fragmentação e sobrecarga.
Ou seja, o aspirado não nega a importância de estrutura. Ele pede uma estrutura mais clara, justa e facilitadora, menos engessada. A mudança necessária está em transformar Ordem e Segurança, hoje percebidas como burocracia e controle, em base para confiança, fluidez e coerência.
A travessia cultural da FIERGS é sair de uma lógica defensiva, fragmentada e hierárquica para uma cultura mais integrada, transparente e corresponsável, sem perder sua estabilidade, sua história e seu propósito institucional.
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1. Projeto de Processos e Normas Alavancadores
Um projeto para revisitar processos e normas com olhar voltado à cultura desejada e aos dados levantados. A ideia é simplificar o que pode ser simplificado, modificar e criar o que irá acelerar o negócio e a relação com o colaborador. Fazer por ondas e/ou projetos-piloto, começando pelos mais rápidos de serem implementados. Dividir o que é atividade de negócio (sobrecarga e excesso de burocracia) do que é gestão de pessoas (começar por reconhecimento e carreira).
2. Liderança mais Atuante e como Ponte
Enxergar quais líderes e futuros líderes podem ser pontes na evolução cultural. Aplicar uma ferramenta de cultura comportamental individual (Individual Scan da Qore), como maneira de identificar as características naturais de cada pessoa, na forma de pensar e agir, auxiliando na criação dessas pontes. Treinar líderes na cultura, no feedback genuíno e com olhar voltado ao desenvolvimento de profissionais maduros.
3. Posicionamento e Clareza na Comunicação
As sombras do Acolhimento, estilo presente na cultura FIERGS, certamente prejudicam e potencializam percepções equivocadas sobre alguns temas. O óbvio precisa ser dito. As regras e os processos também, com jeito, mas precisam ser comunicados. Há pessoas que reclamam e consideram a entidade muito política.Trabalhar esses pontos contribui para o amadurecimento relacional. Também é importante ajustar os discursos da marca empregadora.
4. Análise Cultural Detalhada de Cada Entidade
Trazer dados em camadas mais profundas e detalhadas que não fizeram sentido na análise geral da FIERGS, mas que podem gerar insights de ações e priorizações ao mergulhar em IEL, CIERGS, Área Corporativa, SESI e SENAI, além de todos os respectivos recortes.
5. IA da Qore
IA da Qore para ser utilizada como copilot por cada profissional de RH de cada Entidade, contendo o contexto da respectiva entidade junto à camada de cultura estrategicamente desejada pela FIERGS. Serão cinco sementes da nossa IA, cada uma com os contextos de uma das cinco entidades, alinhadas aos direcionadores estratégicos da FIERGS.
O Q-Score é o índice geral que mostra a saúde da cultura, unificando a sintropia, aderência, coesão, fricção e desvio e, claro, os indicadores explícitos que medem Atmosfera, Confiança, Inovação, Segurança Psicológica, Orgulho, Retenção, Sentimento.
A Sintropia mostra a aderência e coesão, ou seja, o percentual de respostas que orbitam o horizonte de eventos dos PGs. Quanto menor o índice de Sintropia, maior a dispersão da cultura e a flutuação e fragmentação dos outliers, indicando uma percepção mais difusa e instável.
A Força G mostra a força de atração dos pontos gravitacionais. Quanto maior a densidade de respondentes orbitando o núcleo, maior a influência dos seus valores, crenças e comportamentos no coletivo.
A Média de Desvio mostra a distância média entre os PGs e o núcleo do cluster da declaração/aspiração, apontando o nível de fricção entre dois ou mais pontos.
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Base sólida, mas ainda frágil em coesão ou clima emocional. Potencial em construção.
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Legenda:
Vermelho – notas de 0 a 4
Laranja – notas 5 e 6
Amarelo – notas 7 e 8
Verde – notas 9 e 10
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A fórmula é promotor menos detrator. Notas de -100 a +100.
Detratores: de 0 a 6
Neutro: 7 e 8
Promotor: 9 e 10
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eNPS: +57
(Potencial de Indicação)
Detratores: 10,1%
Neutros: 22,4%
Promotores: 67,6%
eRPS: +43
(Potencial de Retenção)
Detratores: 19%
Neutros: 19,2%
Promotores: 61,6%
Achados:
A Qore é uma plataforma de diagnóstico de comportamento organizacional que transforma percepções e sentimentos em dados claros para apoiar decisões mais conscientes. A partir de uma leitura estruturada da cultura real e da cultura aspirada, a metodologia permite enxergar padrões invisíveis, tensões internas e oportunidades de evolução com mais precisão. A seguir, apresentamos o diagnóstico completo da FIERGS.
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A matriz apresenta a cultura percebida pelos colaboradores (cultura real), revelando um padrão de distribuição com concentração maior no lado direito (Interdependente) e na área inferior da matriz (Estável). Os três estilos com maior concentração de percepções são: Acolhimento, Segurança e Ordem. Segurança e Ordem fazem parte do mesmo quadrante (Metódico) e concentram a maioria das percepções, apontando traços mais fortes culturais nessa região.
Temos três pontos gravitacionais (pGs) identificados na matriz, ou seja, por onde orbitaram a maioria das respostas sobre a cultura vigente. Isso fica evidente no mapa de calor, em que aponta as 3 áreas mais quentes, respectivamente: entre Segurança e Ordem, Acolhimento e Autoridade.
A organização se orienta pela consistência compartilhada. Há valorização de processos e estruturas construídas coletivamente. O que funciona tende a ser mantido e as mudanças passam por consenso. O planejamento e a minimização de riscos é mais calculada, o que ajuda a fortalecer a tendência de lentidão adaptativa e dificuldade de romper padrões estabelecidos.
O atual ambiente cultural combina respeito às regras, processos e planejamento juntamente com o cuidado com as pessoas, com traços menores, porém presentes também na importância da hierarquia e dos cargos. O desafio aparece quando o contexto exige velocidade ou disrupção: tanto o peso dos processos e regras quanto das relações, sejam mais colaborativas ou hierárquicas, podem travar a adaptação e até os avanços necessários.
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Embora existam percepções em todos os estilos (apenas o de Prazer é quase inexistente, menos de 1%), quando olhamos para os mapas culturais de cada uma das 5 entidades, separadamente, é visível características um pouco diferentes.
Esses silos criam subculturas "locais", gerando percepções até diferenciadas desses profissionais notadas em algumas perguntas abertas. Importante verificar o que é do "negócio" e o que é potencializado pela liderança local. Até porque tanto CIERGS quanto IEL têm grupos menores de colaboradores, tendo impacto ainda maior da liderança imediata.
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Desalinhados: 376 respondentes – (11,3%)
Neutros: 449 respondentes – (16,1%)
Alinhados: 1955 respondentes – (72,6%)
Desalinhados
“Não existe um plano de carreira, nem perspectivas de crescimento. Por mais que eu me qualifique, tenha foco e esteja buscando sempre o desenvolvimento profissional, não vejo um retorno da empresa. A falta de perspectiva desmotiva e é o principal motivo de estar tendo tantos pedidos de demissões."
Analista, SESI, de 2 a 4 anos, 25 a 34 anos – triste e todos os indicadores ruins.
Neutros
"Salário diferenciado conforme potencial do colaborador, hoje quem faz muito ganha igual quem faz pouco e isso desmotiva, alguma diferenciação no salário faria toda diferença.”
Técnico, SENAI, de 2 a 4 anos, 25 a 34 anos – esperança, promotor e indicadores positivos.
Alinhados
“Valores e propósito em consonância. Acreditar no que se faz, faz toda a diferença. Sobre as melhorias, apontaria continuar acompanhando as tendências e necessidades do mercado e do nosso cliente indústria.”
Liderança, SESI, de 11 a 20 anos, 25 a 34 anos – confiança, promotor e indicadores excelentes.
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Legendas Sentimentos:
Positivos: Satisfeito e Feliz
Neutros: Esperança e Confiança
Negativos: Cansado, Triste, Medo, Bravo
Resultado por Sentimento:
Satisfeito: 27,6%
Esperança: 25,8%
Cansado: 16,1%
Feliz: 12,2%
Confiança: 10,4%
Triste: 3,9%
Medo: 2,9%
Bravo: 0,9%
Análise Geral:
Positivos: 39,8%
Neutros: 36,3%
Negativos: 23,8%
Descobertas Perfil Profissional:
Descobertas Tempo de Casa:
Descobertas Regionais:
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Legendas Orgulho:
Baixo Orgulho – notas de 0 a 4
Neutralidade – nota 5
Médio Orgulho – nota 6 , 7 e 8
Alto Orgulho – notas 9 e 10
Notas Gerais Orgulho:
Baixo Orgulho (3,7%)
Neutralidade (9,9%)
Médio Orgulho (23,9%)
Alto Orgulho (62,3%)
Estabilidade vs Estagnação:
Vontade de Ser Ouvido:
Viés de Silêncio:
Tempo de Casa e Idade:
Perfil Profissional:
Entidades:
OS MOTIVOS
Baixo Orgulho:
“A vitrine é bonita, pena que sabemos que dentro não é assim que funciona."
Operacional, SENAI, de 2 a 4 anos, 25 a 34 anos – cansado, detrator.
Neutralidade:
“Após a troca da Presidência, algumas promessas que ficaram apenas no microfone. Trocaram peças novamente e algumas áreas foram completamente esquecidas. Presidente com tendências políticas não priorizando a neutralidade. Já tive mais orgulho de pertencer. Já tive mais a presença real dos valores da instituição. Sobrecarga de trabalho em todas as áreas visando a sustentabilidade: a que custo?"
Analista, SESI, de 2 a 4 anos, 35 a 44 anos – neutro.
“É uma empresa estável e previsível, gostaria que fosse mais desafiadora, isso me realizaria mais."
Analista, Área Corporativa, de 2 a 4 anos, 45 a 54 anos – detrator.
Médio Orgulho:
“Meu setor é diferente de todo o sistema e não há rotina sendo cada evento um desafio novo."
Técnico, CIERGS, de 21 anos ou mais, 35 a 44 anos – satisfeito, bons indicadores apesar de ser neutro em indicar e ficar.
Alto Orgulho:
“Meu orgulho em trabalhar aqui é profundo, pois sou fruto da 'casa'. Comecei no SENAI como aluno, onde aprendi a base técnica; evoluí para instrutor, onde desenvolvi a habilidade de ensinar e liderar pessoas; e hoje, como analista, entendo os processos que sustentam nossa entrega."
Analista, SENAI, de 11 a 20 anos, 35 a 44 anos – feliz, altamente promotor.
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Os comentários revelam uma organização reconhecida pelo seu propósito, qualidade das pessoas e ambiente colaborativo. O sentimento predominante é de comprometimento e orgulho de pertencimento. Entretanto, os colaboradores demonstram uma expectativa clara de evolução em temas estruturais, especialmente relacionados à carreira, reconhecimento, liderança, comunicação e organização dos processos. O conjunto das manifestações sugere que as maiores alavancas não estão na força a marca e do propósito institucional, mas sim da percepção do fortalecimento das práticas de gestão de pessoas e da eficiência organizacional.
É possível dividir as manifestações mais repetidas em 7 grandes grupos:
Existe uma expectativa significativa por maior transparência e estruturação dos processos de carreira, com critérios claros para crescimento, promoção e desenvolvimento profissional.
Pontos:
- Falta de clareza sobre plano de carreira.
- Pouca transparência nos critérios de promoção.
- Percepção de crescimento lento ou limitado.
- Dificuldade de mobilidade interna.
- Sensação de que investimentos em capacitação nem sempre resultam em oportunidades de evolução.
Os colaboradores valorizam lideranças próximas e humanas, mas percebem oportunidades para fortalecer a escuta, a proximidade com as equipes e a gestão mais participativa.
Pontos:
- Lideranças distantes da operação.
- Falta de escuta ativa.
- Gestão excessivamente focada em cobrança.
- Decisões tomadas sem conhecimento suficiente da realidade operacional.
- Existência pontual de comportamentos autoritários.
Há uma percepção recorrente de que melhorias na comunicação interna podem reduzir ruídos, aumentar o alinhamento e gerar maior eficiência operacional.
Pontos:
- Falhas na comunicação entre áreas.
- Informações chegando em cima da hora.
- Necessidade de maior alinhamento entre níveis hierárquicos.
- Dificuldade na disseminação de decisões e mudanças.
- Clareza sobre regras e processos.
Os colaboradores percebem oportunidades de ganho em eficiência por meio da revisão de processos, melhoria do planejamento e redução do retrabalho.
Pontos:
- Falta de processos claros.
- Demandas urgentes constantes.
- Retrabalho.
- Planejamento insuficiente.
- Decisões que impactam negativamente a operação.
Existe demanda por mecanismos mais visíveis de reconhecimento e valorização das contribuições individuais e coletivas.
Pontos:
- Necessidade de maior reconhecimento das entregas.
- Sensação de valorização excessiva de títulos acadêmicos em detrimento da experiência prática.
- Desejo por critérios mais meritocráticos e transparentes.
O clima organizacional é percebido de forma majoritariamente positiva, sustentado por relações colaborativas e senso de propósito, embora existam oportunidades para fortalecer ainda mais a qualidade das relações interpessoais.
Destaques:
- Orgulho de pertencer.
- Ambiente respeitoso.
- Colaboração entre colegas.
- Satisfação em trabalhar na instituição.
- Sentimento de propósito.
Pontos de Atenção:
- Disputas de poder pontuais.
- Necessidade de fortalecer empatia, respeito e relações mais saudáveis.
Parte dos colaboradores associa o desgaste do dia a dia à alta demanda operacional e à necessidade de maior equilíbrio entre planejamento, recursos e prioridades.
Pontos:
- Rotina intensa.
- Acúmulo de demandas.
- Sobrecarga em alguns setores.
- Pressão por resultados.
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A cultura percebida hoje é dominantemente Estável e Interdependente, território de Ordem e Segurança. Burocracia lidera com folga, seguida por Centralização, Engessamento e Fragmentação: o retrato de uma organização que opera por normas coletivas, processos rígidos e hierarquia como sistema nervoso central. O medo e a política completam o quadro, não é só uma cultura de regras, é uma cultura onde o poder é um ativo que as pessoas precisam aprender a navegar para sobreviver. Colaboração aparecendo nessa lista é dado ambíguo: existe, mas convive com tudo isso.
Quando a pergunta muda de cultura para comportamento, o dado vira para o outro lado do eixo horizontal. Individualismo lidera e isso não é um detalhe, é uma declaração de que na prática cada um opera no seu território. A segunda palavra, Incoerência, é o diagnóstico mais honesto do conjunto: a organização sabe que o que diz sobre si mesma e o que de fato pratica são coisas diferentes. Hierarquia e Sobrecarga confirmam uma estrutura centralizada gerando pressão descendente sem devolver autonomia. O comportamento real está no hemisfério Independente/Estável, o quadrante de Autoridade, enquanto a cultura descrita aponta para o Interdependente. É a incoerência mapeada em dados.
O diagnóstico é claro:
A organização opera num quadrante que ela própria rejeita: burocrática, política, lenta, hierárquica, controladora e com medo de errar. Esses não são rótulos externos, são as palavras que os próprios colaboradores escolheram. A fragmentação percebida adiciona uma camada a mais: não é uma cultura, são várias subculturas competindo, o que amplifica a incoerência e enfraquece qualquer movimento coletivo. Mas os pontos positivos entregam algo importante: comprometimento, orgulho pela marca e propósito reconhecido são sinais de Acolhimento e Propósito que já existem em bolsões, em algumas equipes, em algumas casas. Esses são os ativos reais de transformação. A distância entre onde a organização está e onde quer chegar é a maior possível dentro da matriz, diagonal, de Autoridade/Ordem para Acolhimento/Propósito. Não é um ajuste. É uma travessia intencional.
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Período
- Coleta de dados questionário de 04 a 18/05/2026.
Nº de Respondentes Anônimo
Amostra com 2780 respondentes.
(99% de confiabilidade e margem de erro de 1,6%)
RECORTES:
Função
- Analista (27,9%)
- Liderança (7,9%)
- Operacional (37%)
- Técnico (27,2%)
Entidade
- Área Corp. (3,7%)
- CIERGS (2,8%)
- IEL (1%)
- SENAI (47,9%)
- SESI (44,6%)
Região
- Central (5%)
- Encosta da Serra (4,5%)
- Metropolitana (24,1%)
- Noroeste (6,5%)
- Norte (4,4%)
- Sede (16,3%)
- Serra (12,4%)
- Sul (6,2%)
- Vale do Rio Pardo (2,2%)
- Vale do Taquari (4%)
- Vale dos Sinos (14,5%)
Tempo de Casa
- 0 a 1 ano (23,6%)
- 2 a 4 anos (37,1%)
- 5 a 10 anos (19,5%)
- 11 a 20 anos (14,4%)
- 21 ou + (5,4%)
Idade
- 16 a 24 anos (5,6%)
- 25 a 34 anos (28,3%)
- 35 a 44 anos (37,5%)
- 45 a 54 anos (22,1%)
- 55 a 64 anos (6%)
- 65 ou + (0,5%)
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